terça-feira, 23 de outubro de 2007

gabriel trabalho frida khalo

Biografia
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (nascida em Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - falecida em Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.

Filha de um fotógrafo judeu-alemão Guilhermo Kahlo e de Matilde Calderón y Gonzalez, uma mestiça mexicana. Em 1910 Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de enfermidades, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão em seu pé direito com isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começa a usar calças, depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas registradas.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintura em uma idade precoce. Embora seu pai encarasse a pintura como um passatempo, sua filha não estava particularmente interessada na arte como uma carreira e não a perseguia seriamente.
Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelado.
Em 1925, quando tinha 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Um ônibus no qual viajava chocou-se com um bonde, acidente que fez a artista ter de usar um colete de gesso por muito tempo. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama. Durante sua longa convalescência começa a pintar.
Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositalmente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isto adotava com muita freqüencia temas do folclore e da arte popular do México.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan.
Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México).
Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra.
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928).

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ouro brasil

O tão sonhado ouro por fim se acharia nos fins daquele século XVII. E era muito, muito ouro, opulentas minas. O mais provável é que o descobridor tenha sido um paulista, Antônio Rodrigues Arzão, que não pôde concluir seu feito por causa da animosidade dos índios que caçava. Bartolomeu Bueno de Siqueira assumiu, com as informações que recebeu, a busca pelo metal. Descobriu em 1694, nos arredores de Ituverava, jazidas cujas amostras de ouro foram levadas para o Rio de Janeiro, para apreciação do Governador, que tinha jurisdição sobre todas as descobertas.
Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas casas de fundição o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/br_ouro.htm
http://www.historiadobrasil.net/colonia/

Barroco Mineiro

Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, nasceu por volta de 1730 na cidade de Vila Rica. Pode ser considerado um dos mais importantes artistas da História do Brasil. Em pleno ciclo do ouro (século XVIII), encantou a sociedade colonial com suas esculturas e obras de arquitetura.

Nem mesmo a doença, que foi lhe tirando os movimentos do corpo aos poucos, impossibilitou o trabalho do gênio do Barroco Mineiro. As doze profetisas são consideradas sua obra mais conhecida e representativa.

Para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre Aleijadinho, vale a pena fazer uma viagem para as cidades históricas mineiras.

Incentivado pela descoberta do ouro, estende-se por todo o país o gosto pelo barroco. Enquanto a Europa começava a desenvolver o Neoclassicismo, no século XVIII a arte colonial mineira não absorvia as mudanças e mantinha um barroco tardio e, por sua defasagem com o resto do mundo, tinha suas características singulares.
Minas Gerais, sendo um estado do Interior do Brasil, sofria as dificuldades de importação de materiais e técnicas construtivas. Estas características deram ao barroco mineiro um caráter peculiar e possibilitaram a criação de uma arte diferenciada, regionalista.
As características culturais e urbanas do povo mineiro, organizado em vilas, crendo em diversos santos, possibilitaram uma forma de expressão única, mesclada, muito mais do que somente pelo gosto artístico, com o estilo de vida, tornando estreito o relacionamento da arte com a fé e com a população, por meio da vivência e da visualização destes aspectos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco_no_Brasil

A guerra dos emboabas

Quando as notícias da descoberta de ouro em Minas Gerais se espalharam pelo Brasil e chegaram a Portugal, milhares de pessoas acorreram à região. No livro Cultura e opulência do Brasil por suas Drogas e Minas, do padre João Antônio Andreoli (Antonil), editado em 1711, encontramos a seguinte referência ao afluxo de pessoas a Minas Gerais.

"A sede do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como os das minas, que dificulto dar conta do número de pessoas que atualmente lá estão..."

O afluxo de forasteiros desagradou os paulistas. Por terem descoberto as minas e por elas se encontrarem em sua capitania, os paulistas reivindicaram direito exclusivo de explorá-las. Entre 1708 e 1709, ocorreram vários conflitos armados na zona aurífera, envolvendo de um lado paulistas e de outro portugueses e elementos vindos de vários pontos do Brasil.
Os paulistas referiam-se aos recém-chegados com o apelido pejorativo de emboabas. Os emboabas aclamaram o riquíssimo português Manuel Nunes Viana como governador das Minas. Nunes Viana, que enriquecera com o contrabando de gado para a zona mineira, foi hostilizado por Manuel de Borba Gato, um dos mais respeitados paulistas da região. Nos conflitos que se seguiram, os paulistas sofreram várias derrotas e foram obrigados a abandonar muitas minas.

Um dos episódios mais importantes da Guerra dos Emboabas foi o massacre de paulistas pelos emboabas, no chamado Capão da Traição. Nas proximidades da atual cidade de São João del-Rei, um grupo de paulistas chefiados por Bento do Amaral Coutinho. Este prometeu aos paulistas que lhes pouparia a vida, caso se rendessem. Entretanto, quando eles entregaram suas armas, foram massacrados impiedosamente.

Em represália, os paulistas organizaram uma tropa de mais ou menos 1300 homens. Essa força viajou para Minas com o objetivo de aniquilar os emboabas, mas não chegou a atingir aquela capitania.
A guerra favoreceu os emboabas e fez os paulistas perderem várias minas. Por isso, eles partiram em busca de novas jazidas; em 1718 encontraram ricos campos auríferos em Mato Grosso.
Estas foram as principais conseqüências da Guerra dos Emboabas:


Criação de normas que regulamentam a distribuição de lavras entre emboabas e paulistas e a cobrança do quinto.
Criação da capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, ligada diretamente à Coroa, independente, portanto do governo do Rio de Janeiro (3 de novembro de 1709).
Elevação da vila de São Paulo à categoria de cidade
Pacificação da região das minas, com o estabelecimento do controle administrativo da metrópole.

unão iberica

D.Sebastião, o jovem príncipe português que ascendera ao trono com enormes expectativas, não houve o que não fizesse para arrecadar fundos para a sua aventura africana. Conseguira até uma bula pacau que o consagrava como cruzado para ir bater-se contra os mouros. O último dos cruzados, mal o sabia. Arrancou recursos de todos os lados, até concessões aos tão perseguidos judeus portugueses ele fez. Desbastou Portugal antes de lançar-se sobre as terras do crescente, apostando numa só cartada. Perdeu tudo num só dia, numa só batalha, a batalha de Alcácer-quibir, travada em quatro de agosto de 1578. O rei perdeu a vida, os judeus as isenções, e Portugal a independência. Sem ter deixado herdeiros, D. Sebastião legou um caos dinástico e, paradoxalmente, como veremos, a esperança. Quem assumiu o trono luso no seu lugar, foi seu tio e ex-tutor, o cardeal Henrique, homem já entrado em anos, que logo veio a falecer. Um pouco antes de ser colhido pela morte, o cardeal-rei instituíra um conselho de cinco governadores que, em seguida ao sepultamento de D. Henrique, assumiria transitoriamente o governo. Lá estava Portugal, sem timoneiro e sem rumo. A dinastia de Alves que reinava desde 1385, desaparecia vitimada pela irresponsável aventura de um jovem rei e pelas estioladas leis canônicas que impediam um padre de ter filhos (O cardeal-rei solicitou ao papa a dispensa do voto do celibato para poder casar-se e deixar um herdeiro dinástico para Portugal, mas o papa negou-o).
Os pretendentes
Com o fim dos Alves, de imediato dois partidos surgiram. O partido nacional, que tinha magra esperança de vir alcançar o trono, congregou-se ao lado de D. Antônio, o prior do Crato, que aos olhos de muitos se desqualificava por ser bastardo (o que, porém não o impediu de pegar em armas para reclamar a coroa de Portugal). Do outro lado, formou-se o partido castelhano, majoritário, que entendia ser bem melhor naquelas circunstâncias, entregar os louros a Felipe II da Espanha (filho de mãe portuguesa e neto de D. Manoel o Venturoso). Era desejo antigo dos reis espanhóis abocanharem Portugal. Eis que agora surgia aquela oportunidade. Felipe II não a deixou passar. Ele mesmo confessou que não poupou dinheiro - o seu emissário foi Cristóvão Moura - para vir a ser também rei de Portugal (Yo lo heredé, yo lo compré - yo lo conquisté, para quitar las dudas!). Dinheiro e armas! O Duque de Alba, fero comandante espanhol, invadira Portugal em nome de Felipe II, para bater o prior do Crato. Em Alcântara, em três de agosto de 1580, foi-se a última esperança de manter Portugal longe da mão do castelhano. D. Antônio, o prior do Crato, derrotado, refugiou-se no exterior, na Inglaterra da Rainha Isabel. O caminho estava livre para a triunfal chegada do futuro rei. Felipe II da Espanha iria se tornar Felipe I de Portugal.
O Juramento de Tomar
Devido ao rebate de peste em Lisboa, decidiu-se reunir os Estados Gerais (Nobreza, clero e povo) na cidade de Tomar, ao norte da capital, antiga sede a Ordem de Cristo (uma versão lusitana da Ordem dos Templários franceses). Felipe II, vindo da cidade fronteira de Badalos, aceitou perante aquela assembléia - aberta de 16 de abril até 23 de abril de 1581 - o princípio de um rei, duas coroas, jurando manter a autonomia administrativa e jurídica dos portugueses. Portugal seria governado por um vice-rei indicado por ele, Felipe II, mas os cargos públicos, no Reino e nas possessões ultramarinas, seriam preenchidos com gente da casa, por portugueses. O interesse maior do monarca não eram as rendas e tenaz de Portugal ou do seu império colonial, mas manter a tão querida integridade política da Península Ibérica. O que pareceu a maioria do português bem razoável. Assim é de se entender a entusiasmada recepção que os lisboetas fizeram a Felipe II quando ele, finalmente, desembarcou da galera imperial, nas proximidades do Paço de Lisboa, em 24 de abril de 1581. Para adoçar a festa, ordenou que previamente distribuíssem aos lisboetas uma generosa carga de farinha. Com isso não faltou mais ninguém a ser comprado.

O sebastianismo
Mesmo assim. Mesmo tendo agradado o povo, distribuindo-lhe a doce farinha, difundiu-se por Portugal inteiro aquilo que Oliveira Martins chamou de "a doença do sebastianismo", a curiosa crença, que se enraizaria por muito tempo na mente e na alma lusa, de que D. Sebastião, de fato, não morrera nas areias africanas. Ao contrário, estava vivo esperando apenas o momento de reaparecer e salvar Portugal das mãos dos castelhanos. Ele era "O Desejado" que a qualquer momento deixaria a situação de estar "Encoberto" e, saindo do seu esconderijo, empunharia a espada da independência dos portugueses. Enquanto outros povos europeus se modernizavam, tentando expandir as coisas da Renascença, os portugueses alinhavam-se com um messianismo que se perdia nos tempos bíblicos, nas profecias de Isaías e de Davi. O sebastianismo virou uma fé nacional, servindo para a exploração da crendice popular (quatro "encobertos" apareceram em lugares diferentes declarando-se ser o rei D. Sebastião). Tão forte era esse sentimento que o próprio Felipe II, antes de voltar à Espanha, tratou de remover, com toda pompa, em dezembro de 1581, os restos do indigitado príncipe de uma tumba no Marrocos para Belém em Lisboa. De nada serviu. Foi ainda pior. Que ossos do príncipe que nada, disseram! Aquilo tudo era falsidade do castelhano. O príncipe estava vivo, e bem vivo!
O Século de Ouro


Quando se consagrou a União Ibérica, a Espanha vivia um momento único de esplendor em sua história. Era a sua idade de ouro. Entre a descoberta e a decadência passou-se um pouco mais de um século (para George Ticknor, o historiador literário, de origem norte-americana que criou, em 1849, a expressão "Idade do Ouro" para as letras espanholas, esse período se estenderia de 1492 até 1665). A prata e o ouro mexicano e peruano, e as essências indianas, vindas da conquista das Américas e das rotas orientais, contribuíram para que a arte espanhola atingisse um nível extraordinário. Tal presença do sonante registrou-a ironicamente Francisco Quevedo, no poema Don Defere:
"Nasce em las Índias honradoDonde eu mundo lê acompanhaVerne a mor ir a EspanaY ES em Genoma enterrado; y pegues quedem lê tarai al ladoES ermos adunque sea federo, poderosos Caballero ES don Defiro”.
Palácio real como o Escoria, mandado erguer por Felipe II ao norte de Madri, espelhavam a solidez e a magnificência da estrutura arquitetônica da Espanha Imperial. Não era fanfarronice nem bravata a frase de Carlos V, pai de Felipe II, que disse ser seu império" um reino onde o sol nunca se punha". Com os edifícios e catedrais vieram os grandes pintores: Eu Graco, Reabra Velásquez, Zombaram Modelo, e tantos mais. Com o novo público urbano e cortesão surgiu a novela de Cervantes, a poesia de Calderón de Lá Barca, de Garcilaso de lá Vega, de Luís de Góngora, de Francisco Quevedo, e as comédias de Lopes de Veja, ao mesmo tempo em que a Espanha, em frêmitos, acompanhava os relatos sensacionais das conquistas feitas por Ponce de Leon, Eram Cortés ou de Berna Dais Del Castela. Maravilharam-se também pela detalhada narrativa sobre o mundo do reino andino, registrado por ninguém menos do que Garcilaso eu Inca, um mestiço, filho de uma princesa de Cuzco e de um conquistador ibérico. A gramática de Antônio Negreja (considerada a primeira de todas as línguas européias), por sua vez, fez do castelhano, um idioma universal, visto que, como ele mesmo disse "lá lingual foi compañera Del império". Todos os gêneros literários vieram a luz naquela época refulgente, o épico, o lírico, o dramático e o cômico, além de um produto tipicamente espanhol, a narrativa picaresca (Lazarillo de Tormes, uma novela anônima surgida no século XVI, provavelmente na década de 1540, praticamente inaugurou o gênero) e, claro, o imortal la Don Quixote de Mancha de Miguel de Cervantes, em 1605-1615. Ao lado dessa riqueza toda, também prosperou a literatura beata, dos monges, das freiras, dos místicos, dos alucinados de Deus. O fim da União Ibérica
Ao abraçar o mundo, a Espanha incorporou-se aos problemas do mundo. Felipe II, que morreu em 1598, estabelecera uma luta de vida e morte em três frentes externas. Na frente Mediterrânea enfrentou o Império turco otomano, o infiel muçulmano. Na frente Atlântica, o Reino da Inglaterra e a República Holandesa, refúgio da heresia protestante. Na frente do Novo Mundo, o paganismo e o fetichismo das civilizações e das nações indígenas. O soldado espanhol do tércio foi transformado em apóstolo, em defensor e vingador da fé, e em agente da conversão religiosa. Um fronte de lutas deste, espalhado por três continentes, distante milhares de quilômetros de Madri, em terras onde a paz nunca se punha, exauriu os recursos do tesouro real. Não havia metal precioso nem gente suficiente para dar conta daquilo tudo. O resultado foi à depauperação do reino. Corolário da decadência foi até a fraqueza pessoal dos outros dois Feles, o III e o IV, reis de fanaria, cuja atuação pífia possivelmente inspirou o Monólogo de Segismundo, de Calderón de la Barca, que dizia:
"Cena eu rey que ES rey,y vive com este engaño mandando,disponiendo y gobiernando.."
A conjugação de desastres
A isso, a estes "reis que sonhavam que eram reis", somou-se a desastrosa Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), para sugar os últimos recursos da dinastia Habsburgo (luz Aletrias, como os espanhóis os chamam). Os anos de 1640-1 foram particularmente fatídicos para a Espanha. No mês de março de 1640, a frota do rei foi batida pelos holandeses na batalha das Dunas. Em junho, aproveitando-se da debilidade de Madri, a Catalunha, liderada por Paul Calares, presidente da Generalitat, rebela-se e expulsa os ter cios castelhanos. No ano seguinte, em janeiro de 1641, os catalães batem o exército do rei em Montjuic. E, como pá de cal na Unidade Ibérica, em 1º de dezembro de 1640, deu-se a rebelião bem sucedida do Duque de Bragança em Portugal, apoiada de longe pelo Cardeal Richelieu da França. Proclamando-se Rei de Portugal como D. João IV, Portugal recuperara a autonomia pondo fim ao quem os historiadores românticos chamaram, com o seu reconhecido exagero, de "cativeiro", "noite longa", ou ainda de "submissão" ao castelhano. Durante 60 anos, de 1580 a 1640, Portugal estivera ligado à Espanha. E o Brasil Colonial também. A grandeza da Espanha, entrementes, fora-se para sempre. Francisco Quevedo registrou-a com tristeza no seu poema Mire los muros:"Mire los muros de la patria mia, si um tiempo flertes ya desmoronadosDe la Cabrera de la edad cansadosPor quedem caduca ya só valentia. (...) Vencida de la edad senti mi espaday no afile cosa em que poder los ojosque no feixe recordo de la moerei

ouro no brasil

O tão sonhado ouro por fim se acharia nos fins daquele século XVII. E era muito, muito ouro, opulentas minas. O mais provável é que o descobridor tenha sido um paulista, Antônio Rodrigues Arzão, que não pôde concluir seu feito por causa da animosidade dos índios que caçava. Bartolomeu Bueno de Siqueira assumiu, com as informações que recebeu, a busca pelo metal. Descobriu em 1694, nos arredores de Ituverava, jazidas cujas amostras de ouro foram levadas para o Rio de Janeiro, para apreciação do Governador, que tinha jurisdição sobre todas as descobertas.
Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas casas de fundição o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/br_ouro.htm
http://www.historiadobrasil.net/colonia/
Sans-culottes



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Quadro de um típico sans-culotte por Louis-Léopold Boilly.
Sans-Culottes (do francês "sem calção") era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam os elegantes culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho que a nobreza vestia, mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje da época usado pelos burgueses.
Os trajes de um típico sans-culotte era composto por:
· o pantalon (calças compridas) - em vez de culottes utilizada pelas classes mais alta
· o carmagnole (casaco curto)
· o barrete vermelho da liberdade
· sabots (sapatos de madeira).
A influência dos sans-culottes cessou a reação que foi seguida pela queda de Robespierre (julho de 1794).
O primeiro Calendário Republicano denominava os cinco dias complementares no fim do ano de Sans-culottides; entretanto, a Convenção Nacional suprimiu o nome quando adotou a constituição do ano III (1795) e substituiu pelo nome jours complémentaires (dias complementares em português).

Estados gerais

Estados gerais

Diante das sucessivas crises políticas, os Estados Gerais foram convocados em maio de 1889 (fato que não ocorria desde 1614), reunindo-se em Milão para discutir os problemas da Europa.

A Assembléia dos Estados Gerais* era uma espécie de Câmara de consulta do povo, na qual estavam representados os três estados (clero, nobreza e povo). Nessa assembléia, em que cada estado tinha direito a apenas um voto, o clero e a nobreza se uniam para derrotar o terceiro estado (povo), com dois votos contra um.
A reação do terceiro estado começou justamente nessa Assembléia, o que deu início a guerra..

*Primeiro Estado = (2% da população de 23 milhões de habitantes) = Era composto pelo Alto Clero que era formado por Reis, membros da Igreja Católica, Imperadores ETC...

Segundo Estado = (2,5% da população de 23 milhões de habitantes) = Era composto pelo Baixo Clero que era formado pelos Senhores Feudais, nobres, ETC... Eles não trabalhavam, só serviam para ocupar os castelos do Rei (Luís xvi) e ainda ganhavam dinheiro para fazer isso, o dinheiro vinha dos impostos que o Rei cobrava do Terceiro Estado.

Terceiro Estado = ( 95% da população de 23 milhões de habitantes) = Era composto por artesãos , comerciantes, e camponeses. Os comerciantes não admitiam serem ricos e não pertencerem ao Segundo Estado só porque não eram nobres,e também não admitiam serem cobrados de impostos caros para sustentarem os nobres que não trabalhavam.

Fontes: http://lead.cap.ufrgs.br/~francisco/amadis_amora_teste/paginas/projeto_32/sociedadefrancesa.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembl%C3%A9ia_dos_Estados_Gerais

Queda Da Bastilha


A Bastilha era uma fortaleza situada em Paris, capital da França. Começou a ser construída no ano de 1370, durante o reinado de Carlos V. Foi concluída em 1382.
No século XV, foi transformada pela monarquia francesa numa prisão de Estado, ou seja, um local onde eram presos aqueles que discordavam ou representavam uma ameaça ao poder absolutista dos reis.
Tornou-se um símbolo do
absolutismo francês, sendo que vários intelectuais e políticos foram presos em seus cárceres.
Durante a
Revolução Francesa (1789) foi atacada e tomada pelos revolucionários, em 14 de julho. Os presos políticos foram libertados. A Queda da Bastilha tornou-se um marco e símbolo da queda da monarquia francesa. Inclusive, o 14 de julho foi escolhido pelos franceses como feriado nacional e data de celebração da Revolução Francesa.

http://www.suapesquisa.com/pesquisa/queda_bastilha.htm [site]

Absolutismo francês


Absolutismo francês

O início do processo de centralização do poder monárquico na França re­monta a alguns reis da dinastia dos Capetos, que a partir do século XIII toma­ram medidas para a formação do Estado francês. Entre essas medidas, destacam-se a substituição de obrigações feudais por tributos pagos à coroa real, a restrição da autoridade plena do papa sobre assuntos ligados aos sacerdotes franceses, a criação progressiva de um exército nacional subordinado ao rei e a atribuição, ao rei, do poder de distribuir justiça entre os súditos.

Durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre França e Inglaterra, aumentou o sentimento nacional francês. Com a guerra, a nobreza feudal foi se enfraquecendo enquanto crescia o poder do rei.

A partir do final da Guerra dos Cem Anos, os sucessivos monarcas franceses deram passos progressivos no sentido de fortalecer as instituições do poder real, criando órgãos como o Conselho do rei, que assessorava o rei nas atividades administrativas do Estado.

No período que vai de 1559 a 1589, a França enfrentou um momento de enfraquecimento do poder real, em conseqüência de guerras religiosas entre grupos católicos e protestantes. Somente com Henrique IV (1589-1610), o reino francês foi pacificado em seus conflitos religiosos.

Antigo líder protestante, Henrique IV converteu-se ao catolicismo, afirmando, em célebre frase, que Paris vale bem uma missa. Promulgou o Edito de Nantes (1598), garantindo a liberdade de culto aos protestantes, e passou a dirigir a obra de reconstrução político-econômica da França.

Com os sucessores de Henrique IV, Luís XIII e Luís XIV, o processo de centralização do poder monárquico atingiu seu ponto máximo.

Em 1685, Luís XIV revogou o Edito de Nantes. Essa intolerância religiosa provocou a saída, do país, de aproximadamente 500 mil protestantes, entre os quais ricos representantes da burguesia. O fato teve conseqüências graves para a economia francesa, originando sérias críticas ao absolutismo monárquico.

Luís XV (1715-1774) e Luís XVI (1774-1792), sucessores de Luís XIV, deram continuidade ao regime absolutista, mas enfrentaram crescentes oposições das camadas populares e de setores da burguesia. Em 1789, teve início a Revolução Francesa, que colocaria fim à monarquia absolutista existente no país. "1
Fontes: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br/nova_pagina_44.htm - 21k -

Sabrina e João Paulo



Napoleão Bonaparte
Biografia de Napoleão Bonaparte, informações sobre sua vida, saiba quem foi este importante personagem histórico, seu governo na França, Bloqueio Continental, consolidação da revolução Francesa, conquistas militares, Batalha de Waterloo, História da França, Império Napoleônico.
Retrato de Napoleão Bonaparte
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar.
Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.
A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.
Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.
Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.
No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.
Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.
No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar sua liberdade.
Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.
Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.


Bloqueio Continental



Na busca de outras maneiras para derrotar ou enfraquecer os ingleses o Império Francês decretou o Bloqueio Continental em 1806, onde Napoleão determinava que todos países europeus deveriam fechar seus portos para o comércio com a Inglaterra, enfraquecendo as exportações do país e causando uma crise industrial.
Portugal tinha a Inglaterra como principal parceiro para seus negócios. Pressionados por Napoleão, os portugueses não tiveram escolha: como não podiam abdicar dos negócios com a Inglaterra, não participaram do Bloqueio Continental.
Insatisfeito com a decisão portuguesa, o exército francês começou a dirigir-se a Portugal e numa jogada estratégica, e sabendo-se que o Brasil era considerado, na época, a perola da coroa portuguesa, a Família Real portuguesa, incluindo o príncipe-regente D. João VI, fugiram para o Brasil, instalando e operando o governo português diretamente do Rio de Janeiro em 1808.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Revolução Francesa



Situação antes da revolução
A França era um país
absolutista. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha ou condenados à guilhotina. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado ( trabalhadores, camponeses e burguesia), que sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam muito nas cidades francesas.A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.
A Revolução Francesa ( 14/07/1789 )
A situação social era grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha.
O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI foram guilhotinados em 1793.O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados. Em de agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.
Girondinos, Jacobinos e Republicanos
Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Enquanto os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre, os republicanos eram radicais e defendiam profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.
A Fase do Terror
Em 1792, os radicais assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas, recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. A violência e a radicalização política são as marcas desta época.
A burguesia no poder
Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês
Napoleão Bonaparte é colocado no poder com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Voltaire


Voltaire o rei do espírito Voltaire (1694-1778) De longe o mais conhecido e celebrado homem de letras do século XVIII, Voltaire foi a própria incarnação do Iluminismo. Vivendo sua longa existência ao largo do Século das Luzes, representou os princípios maiores daquele movimento, engajando-se em grandes causas a favor da tolerância religiosa e a favor da liberdade de expressão, tornando-o um dos mentores indiretos da Revolução de 1789. Um deísta "Nossa divisa é: sem quartel aos supersticiosos, aos fanáticos, aos ignorantes, aos loucos, aos perversos, aos tiranos [...] será que nos chamamos de filósofos para nada?" Diderot a Voltaire (Carta de 29.09.1762)

Montesquieu e o pensamento político.


O Espírito das Leis, o mais importante livro de Montesquieu publicado em 1748 quando o autor tinha cinquenta e nove anos, é produto de um pensamento elaborado na primeira metade do século XVIII, obra de um pensador, único na sua época, que considerava os problemas políticos em si mesmos, sem ideias pré-concebidas sobre o espírito e a natureza. Para o pensamento ocidental, desde os sofistas gregos até aos filósofos de princípio do século XVIII, a diversidade das leis demonstrava a instabilidade da justiça humana, sendo que só no direito natural, comum a todas as sociedades, se podia encontrar a unidade original do direito. Mas para Montesquieu o problema não se colocava, já que para ele «a infinita diversidade de leis e costumes humanos não eram produto unicamente das suas fantasias». O método de Montesquieu consistiu em examinar as leis positivas nas suas relações entre si, mostrando que, pela sua própria natureza, determinadas leis tanto implicavam como excluíam outras. Havia, por isso, entre as leis positivas, relações naturais de exclusão e de inclusão, dirigidas não pela arbitrariedade de um homem ou de uma assembleia, mas pela necessidade das coisas. É por isso que que a obra mais famosa de Montesquieu, ocupando-se unicamente das leis positivas, excluindo qualquer investigação sobre as leis naturais, começa pela célebre formulação - «As leis, no seu significado mais lato, são relações necessárias que derivam da natureza das coisas. Há uma razão primitiva, e as leis são as relações que se encontram entre os vários seres, e das relações destes seres entre si.» Estas afirmações estavam de acordo com a ideia da existência de leis universais comuns a toda a humanidade, defendidas pelos racionalistas, mas vão mais além já que em Montesquieu existe um encadeamento entre elas, que faz com que uma determinada forma de governo implique uma legislação específica; assim como a variedade geográfica, a moral, o comércio, a religião acabam por modificar as leis.

Jean-Jacques Rousseau


Jean-Jacques Rousseau foi um dos mais considerados pensadores europeus no século XVIII. Sua obra inspirou reformas políticas e educacionais, e tornou-se, mais tarde, a base do chamado Romantismo. Formou, com Montesquieu e os liberais ingleses, o grupo de brilhantes pensadores pais da ciência política moderna. Em filosofia da educação, enalteceu a "educação natural" conforme um acordo livre entre o mestre e o aluno, levando assim o pensamento de Montaigne a uma reformulação que se tornou a diretriz das correntes pedagógicas nos séculos seguintes. Foi um dos filósofos da doutrina que ele mesmo chamou "materialismo dos sensatos", ou "teísmo", ou "religião civil". Lançou sua filosofia não somente através de escritos filosóficos formais, mas também em romances, cartas e na sua autobiografia. Vejamos, em resumo, o que nos contam as suas Confissões e algumas outras fontes, sobre sua vida e sua obra. VIDA: Infância. Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, na Suiça, em 28 de junho de 1712, e faleceu em Ermenonville, nordeste de Paris, França, em 2 de julho de 1778. Foi filho de Isaac Rousseau, relojoeiro de profissão. A herança deixada pelo avô paterno de Rousseau foi de pouca valia para seu pai, porque teve que ser dividida entre 15 irmãos. O pai sempre dependeu do que ganhava com o próprio trabalho para o sustento da família. Sua mãe foi Suzanne Bernard, filha de um pastor de Genebra; faleceu poucos dias depois de seu nascimento. Rousseau tinha um irmão, François, mais velho que ele sete anos, o qual, ainda jovem, abandonou a família. Considera-se que o fato de sua mãe ter morrido poucos dias depois de seu nascimento, em conseqüência do parto, tenha marcado Rousseau desde criança. É pelo menos curioso que chamasse "mamãe" sua primeira amante e "tia" à segunda. Foi criado, na infância, por uma irmã de seu pai e por uma ama. Num certo sentido perdeu também o pai porque este, no ano de 1722, desentendendo-se com um cidadão de certa influência, feriu-o no rosto em um encontro de rua. Este incidente o obrigou a deixar Genebra para não ser injustamente preso. Rousseau e o irmão ficaram sob a tutela do tio Gabriel Bernard, engenheiro militar, que era irmão de sua mãe e casado com uma irmã de seu pai. Rousseau não teve educação regular senão por curtos períodos e não freqüentou nenhuma universidade. Ainda na casa paterna, leu muito: lia para o pai, enquanto este trabalhava em casa nos misteres de relojoeiro, os livros deixados por sua mãe e pelo pastor seu avô materno. Seu tio logo o enviou, junto com seu próprio filho, para serem educados no campo, na residência de um pastor protestante em Bossey, lugarejo próximo a Genebra onde ambos estudam latim e outras disciplinas. Aos 12 anos volta com o primo a Genebra para começar a trabalhar

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Revolução Gloriosa





A Revolução Gloriosa aconteceu no Reino Unido entre 1685 e 1689, e nela o rei Jaime II de Inglaterra da dinastia Stuart (católico) foi removido do trono da Inglaterra, Escócia e País de Gales, e substituído pelo nobre holandês Guilherme, Príncipe de Orange em conjunto com sua mulher Maria II, filha de Jaime II (ambos protestantes).






Revolução Gloriosa A Revolução Gloriosa ocorrida em 1688, no século XVII (século que vai de 1601 até 1700), representou a segunda manifestação da crise do regime monárquico e absolutista (Antigo Regime) da época histórica que chamamos de Moderna (História Moderna). O poder monárquico, na Inglaterra, foi severamente limitado, cedendo a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento, e, como conseqüência, tendo sido instalado o regime parlamentarista inglês, que permanece até hoje. Esse processo teve início com a Revolução puritana de 1640 (a primeira manifestação de crise do regime monárquico absolutista inglês) e foi completado com a Revolução Gloriosa de 1688. Ambas, contudo, fazem parte do mesmo processo revolucionário, o que nos leva a optar pela denominação Revolução Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas, como se fossem dois movimentos distintos.



Na medida em que esse movimento revolucionário do século XVII criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, limpando o terreno para o avanço do capitalismo, deve ser considerado a primeira revolução burguesa da história na Europa, antecipando em cento e cinqüenta anos a Revolução Francesa. Durante o seu reinado de 3 anos, o rei Jaime II tornou-se vítima da batalha política entre catolicismo e protestantismo, bem como entre os direitos divinos da coroa e os poderes políticos do parlamento. O principal problema de Jaime, considerado pela maioria dos ingleses, era ser católico , o que o limitava perante ambos os partidos do parlamento (os tories - conservadores e os whigs - liberais). Qualquer tentativa de reforma tentada por Jaime era vista como suspeita. Jaime foi perdendo seu prestígio por algumas políticas consideradas indesejadas, como a criação de um exército permanente e a tolerância religiosa (desde Henrique VIII que os católicos foram discriminados). Enquanto que o seu irmão e predecessor, Carlos II de Inglaterra, tinha feito o mesmo, ele não tinha sido abertamente católico como Jaime. A questão degradou-se em 1688 quando teve um filho (James Francis Edward Stuart, conhecido como "the old pretender"). Até ali, o trono teria passado para a sua filha protestante Maria. A perspectiva de uma dinastia católica tinha-se tornado agora real.






Guilherme I, Príncipe de Orange

Guilherme de Orange em 1555, durante os seus anos em Bruxelas.
Guilherme I de Orange-Nassau (24 de Abril 153310 de Julho 1584), em neerlandês Willem van Oranje, também conhecido como o Guilherme, o Taciturno (Willem de Zwijger), foi Príncipe de Orange, Conde de Nassau (Guilherme IX de Nassau), líder da casa de Orange-Nassau e o grande impulsionador do movimento de independência dos Países Baixos. Após um período como stadthouder (regente) das províncias da Holanda, Zelândia, Utrecht e Borgonha, ao serviço da casa de Habsburgo, deu início à revolta que marcou o princípio da guerra dos oitenta anos, sendo declarado como fora-da-lei por Filipe II de Espanha em 1567. Guilherme não assistiu ao sucesso da sua causa, que chegou apenas em 1648 com o fim do poderio espanhol na região, e morreu assassinado por Balthazar Gerardts em Delft.

Carlos II


Carlos II de Inglaterra (
29 de Maio 1630 - 6 de Fevereiro 1685) foi Rei de Inglaterra, Escócia e da Irlanda entre 30 de Janeiro (de jure) ou 29 de Maio (de facto) de 1660 e a sua morte. O pai de Carlos II, Carlos I, tinha sido executado em 1649 e substituido por uma ditadura militar de Oliver Cromwell, que se auto-nomeou "Lord Protector".
Carlos II subiu ao trono após a restauração da monarquia em
Inglaterra e Escócia, pouco depois da morte de Oliver Cromwell. Foi casado com a princesa Catarina de Bragança, filha de João IV de Portugal. Apesar de ter tido inúmeros filhos ilegítimos (ele reconheceu os direitos de 14 deles), o casamento não resultou em herdeiros e foi sucedido pelo irmão, Jaime Duque de York. Ao converter-se oficialmente ao catolicismo no seu leito de morte, Carlos II foi o primeiro católico romano a reinar a Inglaterra desde a morte de Maria I em 1558.

Carlos I


Charles I (ou Carlos I) (19 de Novembro de 160030 de Janeiro de 1649) foi rei da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda desde 27 de Março de 1625, até à sua morte. A sua luta pelo poder travada contra o parlamento inglês tornou-se famosa; ele era um defensor do direito divino dos reis, mas os seus inimigos no parlamento temeram que ele procurasse obter o poder absoluto. Houve uma oposição generalizada a muitas de suas acções, especialmente a imposição de impostos sem o assentimento do Parlamento.
Charles também adoptou uma política religiosa que continuava a linha do "meio caminho" Anglicana e foi activamente hostil às tendências Reformistas de muitos dos seus súbditos ingleses e escoceses. A sua política era extremamente ofensiva para a Teologia
Calvinista, e insistia que a liturgia da Igreja Anglicana fosse celebrada com todas as cerimónias e vestimentas recomendadas pelo livro de reza comum (Book of Common Prayer). Muitos de seus súbditos consideraram que esta política trazia a Igreja Anglicana demasiadamente próximo do catolicismo romano.
Os últimos anos do reinado de Charles foram marcados pela
Guerra Civil Inglesa; ele foi confrontado pelas forças do parlamento (que resistiram às suas tentativas de aumentar o seu próprio poder) e pelos Puritanos (que eram hostis às suas políticas religiosas). A guerra acabou com a derrota de Charles, que foi subsequentemente julgado e executado por alta traição. A monarquia foi derrubada e uma república (na verdade uma ditadura militar) foi estabelecida. O seu filho Charles II de Inglaterra iria restaurar a monarquia em 1660.
Charles I (ou Carlos I) (
19 de Novembro de 160030 de Janeiro de 1649) foi rei da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda desde 27 de Março de 1625, até à sua morte. A sua luta pelo poder travada contra o parlamento inglês tornou-se famosa; ele era um defensor do direito divino dos reis, mas os seus inimigos no parlamento temeram que ele procurasse obter o poder absoluto. Houve uma oposição generalizada a muitas de suas acções, especialmente a imposição de impostos sem o assentimento do Parlamento.
Charles também adoptou uma política religiosa que continuava a linha do "meio caminho" Anglicana e foi activamente hostil às tendências Reformistas de muitos dos seus súbditos ingleses e escoceses. A sua política era extremamente ofensiva para a Teologia
Calvinista, e insistia que a liturgia da Igreja Anglicana fosse celebrada com todas as cerimónias e vestimentas recomendadas pelo livro de reza comum (Book of Common Prayer). Muitos de seus súbditos consideraram que esta política trazia a Igreja Anglicana demasiadamente próximo do catolicismo romano.
Os últimos anos do reinado de Charles foram marcados pela
Guerra Civil Inglesa; ele foi confrontado pelas forças do parlamento (que resistiram às suas tentativas de aumentar o seu próprio poder) e pelos Puritanos (que eram hostis às suas políticas religiosas). A guerra acabou com a derrota de Charles, que foi subsequentemente julgado e executado por alta traição. A monarquia foi derrubada e uma república (na verdade uma ditadura militar) foi estabelecida. O seu filho Charles II de Inglaterra iria restaurar a monarquia em 1660.

Liberalismo















Doutrina política e econômica surgida na Europa, na Idade Moderna. Na política coloca o direito do indivíduo de seguir a própria determinação, dentro dos limites impostos pelas normas definidas.Por conseguinte defende as liberdades individuais frente ao poder do Estado e prevê oportunidades iguais para todos.
Na economia defende a não-intervenção do Estado por acreditar que a dinâmica de produção, distribuição e consumo de bens é regida por leis que já fazem parte do processo-como a lei da oferta e da procura- que estabelecem o equilíbrio.
O liberalismo econômico nem sempre se identifica com o liberalismo político.
Desafiando o Estado monarquista, aristocrático e religioso, os liberais lutam para implantar governos separado do clero e da monarquia, parlamentares e constitucionais. Mais tarde, alguns países, como o Reino Unido, aceitaram a intervenção estatal para superar injustiças sociais ou mesmo formas de protecionismo econômico, enfrentando a oposição de não-liberais.
Nos anos 80, a crise econômica e os novos parâmetros estabelecidos pela revolução tecnológica colocam em jogo as políticas de benefício social dos países desenvolvidos. A nova realidade surgiu nos Estados Unidos e na Inglaterra na forma de neoliberalismo.
Liberalismo Econômico-Seu principal teórico é o economista Adam Smith (1723?-1790)
O liberalismo econômico recebe, posteriormente, a colaboração do sociólogo e economista inglês Thomas Robert Malthus(1766-1834) e do economista inglês David Ricardo (1772-1823)

Jaime II


Jaime II da Inglaterra, VII da Escócia (14 de Outubro 1633 - 16 de Setembro 1701) foi o último monarca Stuart de linhagem direta, cuja abdicação estabeleceu permanentemente o Parlamento como poder governante na Inglaterra.
Jaime II foi titulado
Duque de York em 1634. Foi capturado em Oxford (1646), durante a Guerra Civil, mas escapou para a Holanda e para a França (1648). Enquanto esteve em exílio, ele serviu nas armadas espanholas e francesas. Foi designado alto comandante da Inglaterra com a restauração de seu irmão Charles II ao trono em 1660. Sua conversão ao romano catolicismo (1668/69) provocou uma oposição dos ingleses contra ele, que era herdeiro presuntivo.
Em 1685, Jaime II sucedeu ao irmão, que não deixou filhos legítimos. Acabou deposto no fim da
Revolução Gloriosa, provocada pela crescente e forte oposição, e substituído por sua filha Protestante, Maria II, e pelo genro Guilherme de Orange. Fugiu para a Irlanda e tentou inutilmente recapturar o trono. Então ele retornou à França, onde o rei lhe concedera um palácio e onde passou seus últimos anos de vida.

Henrique VIII

Henrique VIII filho de Henrique VII governou a Inglaterra e fundou a Igreja Anglicana porque queria se separar de Catarina de Aragão
e casar com Anna bolena com quem teve uma filha chamada Elizabeth
relacionava a morte de Lutero, em 1546, com a de Henrique VIII no ano seguinte. Ele entendia que esses dois homens não foram igualmente responsáveis pelas "grandes mudanças na religião". Em 1688, Bossuet lembrava que Henrique VIII "deu muitas esperanças nos primeiros anos de seu reinado", para finalmente fazer "péssimo uso das raras qualidades de espírito e de corpo que Deus lhe proporcionara". A ruptura da Inglaterra com Roma e a supremacia real sobre a Igreja estavam entre essas faltas.
Elizabeth I (7 de setembro de 153324 de março de 1603), também conhecida no Brasil sob a variante Elisabete I, e em Portugal como Isabel I, foi Rainha da Inglaterra e da Irlanda desde 1558 até à sua morte. Também ficou conhecida pelos nomes de A Rainha Virgem, Gloriana e Boa Rainha Bess.
Seu reinado é conhecido por Período Elisabetano (ou Isabelino) ou ainda Era Dourada. Foi um período de ascensão, marcado pelos primeiros passos na fundação daquilo que seria o Império Britânico,Elizabeth era uma monarca temperamental e muito decidida. Esta última característica, vista com impaciência por seus conselheiros, frequentemente a manteve longe de desavenças políticas. Assim como seu pai, Henrique VIII, Elizabeth gostava de escrever, tanto prosa quanto poesia.
mais um baronato na Irlanda, foram criados durante o reino de Elizabeth. Elizabeth também reduziu substancialmente o número de conselheiros privados, de trinta e nove para dezenove. Mais tarde, passaram a ser apenas catorze conselheiros.
Em seu livro História das variações das igrejas protestantes, o escritor Jacques-Bénigne Bossuet (1627-1704), relacionava a morte de Lutero, em 1546, com a de Henrique VIII no ano seguinte. Ele entendia que esses dois homens não foram igualmente responsáveis pelas "grandes mudanças na religião". Em 1688, Bossuet lembrava que Henrique VIII "deu muitas esperanças nos primeiros anos de seu reinado", para finalmente fazer "péssimo uso das raras qualidades de espírito e de corpo que Deus lhe proporcionara". A ruptura da Inglaterra com Roma e a supremacia real sobre a Igreja estavam entre essas faltas.Durante a primeira metade de seu reinado, Henrique apareceu como o príncipe cristão por excelência, defensor dos valores humanistas e crítico fervoroso dos inimigos da Santa Sé. Mas há dúvidas se Henrique VIII foi mesmo um príncipe "protestante" e "reformador" do mesmo valor que Lutero.Naquele mesmo ano, o escocês Gilbert Burnet, como bom protestante, assinalava em sua História da reforma da Igreja da Inglaterra que era preciso situar Henrique VIII "entre os grandes príncipes", muito mais que "entre os bons reis". E enfatizava como, às vezes, determinados caminhos podem ser obscuros: "A Providência é admirável por ter suscitado um príncipe com essa disposição para nos abrir o caminho a uma Reforma satisfatória, o que dificilmente foi feito por um outro". Quase inconscientemente, Henrique VIII contribuiu para o desenvolvimento do protestantismo: "A Bíblia foi traduzida em língua vulgar; exibiram-na publicamente nas igrejas; todos tiveram liberdade para lê-la; chegou mesmo a ser reconhecida como a única regra da fé. Isso não podia deixar de abrir os olhos do povo".Cinco anos após Bossuet, o padre Pierre Joseph d\\'Orléans registrou sutilmente, em sua História das revoluções da Inglaterra, que Henrique VIII derramara sangue de católicos e luteranos, "indiferentemente". Em suma, esse despotismo de Estado obediente à legalidade da época não parece, portanto, seguir um perfil religioso preciso. Seria difícil saber, à primeira vista, se Henrique VIII era católico ou protestante. Ou, mesmo, se a ruptura com a Santa Sé não foi ainda mais política que religiosa.

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Luís XIV



Luís XIV de Bourbon, frances Louis XIV (5 de setembro de 1638, Saint-Germain-en-Laye, França- 1 de setembro de 1715, Versalhes), conhecido como o "Rei Sol", foi o maior monarca absolutista da França de 1643 a 1715. A ele é atribuida a famosa frase "L'État c'est moi" (O Estado Sou Eu), apesar de grande parte dos historiadores achar que isso é apenas um mito.

Ele se reinou por mais tempo de qualquer outro monarca da Europa: 72 anos. Embora ele só começasse efetivamente aos 24 anos.

Tinha um pequeno conselho de ministros, mas que todos faziam o que o rei mandava. O reinado de Luís XIV nem sempre foi sábio: ele entrou em 4 guerras que lhe trouxeram pouco benefício, considerando a quantidade de dinheiro e de vidas e nelas despendido. Perseguiu os Huguenotes até que 400.000 deles, os melhores

terça-feira, 12 de junho de 2007

Revolução Puritana de Cromwell


O descontentamento da população diante da conivência política do Parlamento em relação ao rei,fortalece o "partido dos independentes",de onde surgiu a principal liderança da revolução inglesa:Oliver Cromwell.
Para o partido dos presbiterianos a revolução estava concluída, já que o poder estava nas maõs do Palarmento, restando apenas um acordo com o rei.Surgia assim um novo partido, o dos "niveladores'' , composto principalmente pela massa de camponeses e artesãos que reivindicavam sufrágio universal e a devolução das terras ''cercada'' aos camponeses.Os presbiterianos aliaram-se aos realistas e os escoceses voltaram a cruzar a fronteira da Inglaterra,mas desta vez a favor do rei.
Em 1651 Cromwell consolida a unificação da Inglaterra, Irlanda e Escócia numa única República.



segunda-feira, 11 de junho de 2007

Jaime I (1.603/1.625)


Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1603-1625) nascido no Castelo de Edimburgo, em Edimburgo, Escócia, que também foi rei da Escócia como Jaime VI, tornando-se o primeiro soberano dos dois reinos simultaneamente.Sufocou a conspiração da pólvora, revolta dos católicos que, obrigados por força de lei à lealdade ao rei e não ao papa, e enforcou seu líder Guy Fawkes. Promoveu a pacificação da Europa e a expansão colonial na América. Com a morte de Elizabeth I (1603), mudou-se para a Inglaterra como herdeiro do trono e tornou-se o primeiro rei da dinastia Stuart no país, por ser o parente mais próximo da família real inglesa. Embora desejasse a amizade a Espanha, suas atitudes confusas causou uma guerra contra esse país. Também devido sua deficiência de conhecimento dos costumes da Inglaterra, seu reinado enfrentou constantes conflitos políticos, principalmente com relação ao Parlamento e a Câmara dos Comuns, e tornou-se muito impopular no final de seu reinado, morrendo em Theobalds, Hartfordshire, Inglaterra. Também dedicado à literatura, destacou-se, entre suas obras, o tratado Daemonologie (1597) e a publicação da versão inglesa da Bíblia, a King James' Bible (1611).

A Dinastia Stuart

Stuarts foram os primeiros reis do Reino Unido. Rei o James I de Inglaterra que começou o período quando também já reinava na Escócia como James VI, e juntou pela primeira vez os dois tronos em uma só monarquia. A Dinastia dos Stuart reinou na Inglaterra e Escócia por 111 anos, cobrindo praticamente o século XVII, um período extremamente agitado politicamente, de muita instabilidade civil interna, de pestilências e guerras. Apesar de uma certa evolução cultural, foi uma idade de intenso debate religioso e políticas radicais que mergulhou a nação em uma sangrenta guerra civil (1642-1649) que interrompeu este período monástico por mais de uma década (1649-1660), entre a Coroa e o Parlamento, os Cavaleiros e os Roundheads, resultando na vitória dos parlamentares de Oliver Cromwell (1599-1658) e a execução dramática do Rei Carlos I (1649) e a instalação de um pioneiro regime republicano, a Commonwealth, e o herdeiro do trono Carlos II exilado. Com a derrota dos realistas escoceses (1651), a guerra civil terminou, o Parlamento foi dissolvido (1653) e assumiu o governo como Lord Protetor da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia, partilhando o poder com um conselho tutelar (1653-1658). Seus sucessores, especialmente seu filho Richard (1626-1712), não tiveram competência suficiente para evitar confrontos entre o parlamento e as forças militares e a monarquia foi restaurada com a volta de Carlos II do exílio e sua coroação como soberano do Reino Unido, dois anos depois. Outra guerra civil estourou por ocasião da sucessão de Jaime II, a Revolução dos Gloriosos, quando William e Maria de Orange de Laranja ascenderam o trono como os monarcas em comum e defensores de Protestantismo, seguidos pela Rainha Ana, o segundo das filhas de James II. Com a oficialização do Ato de Determinação (1701), segundo o quais só protestantes pudessem assumir o trono, decretou-se por antecipação o fim dos Stuarts na coroa. Os resumos biográficos dos monarcas desta dinastia encontram-se linkados abaixo.

Jaime I (1566-1625), Rei da Escócia (1567), Rei da Inglaterra (1603-1625) Carlos I (1600-1649), Rei da Inglaterra e de Escócia (1625-1649, deposto e executado) Carlos II (1630-1685), Rei da Escócia e Irlanda (1649, não governou e foi exilado)