terça-feira, 23 de outubro de 2007

gabriel trabalho frida khalo

Biografia
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (nascida em Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - falecida em Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.

Filha de um fotógrafo judeu-alemão Guilhermo Kahlo e de Matilde Calderón y Gonzalez, uma mestiça mexicana. Em 1910 Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de enfermidades, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão em seu pé direito com isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começa a usar calças, depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas registradas.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintura em uma idade precoce. Embora seu pai encarasse a pintura como um passatempo, sua filha não estava particularmente interessada na arte como uma carreira e não a perseguia seriamente.
Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelado.
Em 1925, quando tinha 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Um ônibus no qual viajava chocou-se com um bonde, acidente que fez a artista ter de usar um colete de gesso por muito tempo. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama. Durante sua longa convalescência começa a pintar.
Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositalmente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isto adotava com muita freqüencia temas do folclore e da arte popular do México.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan.
Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México).
Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra.
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928).

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ouro brasil

O tão sonhado ouro por fim se acharia nos fins daquele século XVII. E era muito, muito ouro, opulentas minas. O mais provável é que o descobridor tenha sido um paulista, Antônio Rodrigues Arzão, que não pôde concluir seu feito por causa da animosidade dos índios que caçava. Bartolomeu Bueno de Siqueira assumiu, com as informações que recebeu, a busca pelo metal. Descobriu em 1694, nos arredores de Ituverava, jazidas cujas amostras de ouro foram levadas para o Rio de Janeiro, para apreciação do Governador, que tinha jurisdição sobre todas as descobertas.
Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas casas de fundição o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/br_ouro.htm
http://www.historiadobrasil.net/colonia/

Barroco Mineiro

Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, nasceu por volta de 1730 na cidade de Vila Rica. Pode ser considerado um dos mais importantes artistas da História do Brasil. Em pleno ciclo do ouro (século XVIII), encantou a sociedade colonial com suas esculturas e obras de arquitetura.

Nem mesmo a doença, que foi lhe tirando os movimentos do corpo aos poucos, impossibilitou o trabalho do gênio do Barroco Mineiro. As doze profetisas são consideradas sua obra mais conhecida e representativa.

Para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre Aleijadinho, vale a pena fazer uma viagem para as cidades históricas mineiras.

Incentivado pela descoberta do ouro, estende-se por todo o país o gosto pelo barroco. Enquanto a Europa começava a desenvolver o Neoclassicismo, no século XVIII a arte colonial mineira não absorvia as mudanças e mantinha um barroco tardio e, por sua defasagem com o resto do mundo, tinha suas características singulares.
Minas Gerais, sendo um estado do Interior do Brasil, sofria as dificuldades de importação de materiais e técnicas construtivas. Estas características deram ao barroco mineiro um caráter peculiar e possibilitaram a criação de uma arte diferenciada, regionalista.
As características culturais e urbanas do povo mineiro, organizado em vilas, crendo em diversos santos, possibilitaram uma forma de expressão única, mesclada, muito mais do que somente pelo gosto artístico, com o estilo de vida, tornando estreito o relacionamento da arte com a fé e com a população, por meio da vivência e da visualização destes aspectos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco_no_Brasil

A guerra dos emboabas

Quando as notícias da descoberta de ouro em Minas Gerais se espalharam pelo Brasil e chegaram a Portugal, milhares de pessoas acorreram à região. No livro Cultura e opulência do Brasil por suas Drogas e Minas, do padre João Antônio Andreoli (Antonil), editado em 1711, encontramos a seguinte referência ao afluxo de pessoas a Minas Gerais.

"A sede do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como os das minas, que dificulto dar conta do número de pessoas que atualmente lá estão..."

O afluxo de forasteiros desagradou os paulistas. Por terem descoberto as minas e por elas se encontrarem em sua capitania, os paulistas reivindicaram direito exclusivo de explorá-las. Entre 1708 e 1709, ocorreram vários conflitos armados na zona aurífera, envolvendo de um lado paulistas e de outro portugueses e elementos vindos de vários pontos do Brasil.
Os paulistas referiam-se aos recém-chegados com o apelido pejorativo de emboabas. Os emboabas aclamaram o riquíssimo português Manuel Nunes Viana como governador das Minas. Nunes Viana, que enriquecera com o contrabando de gado para a zona mineira, foi hostilizado por Manuel de Borba Gato, um dos mais respeitados paulistas da região. Nos conflitos que se seguiram, os paulistas sofreram várias derrotas e foram obrigados a abandonar muitas minas.

Um dos episódios mais importantes da Guerra dos Emboabas foi o massacre de paulistas pelos emboabas, no chamado Capão da Traição. Nas proximidades da atual cidade de São João del-Rei, um grupo de paulistas chefiados por Bento do Amaral Coutinho. Este prometeu aos paulistas que lhes pouparia a vida, caso se rendessem. Entretanto, quando eles entregaram suas armas, foram massacrados impiedosamente.

Em represália, os paulistas organizaram uma tropa de mais ou menos 1300 homens. Essa força viajou para Minas com o objetivo de aniquilar os emboabas, mas não chegou a atingir aquela capitania.
A guerra favoreceu os emboabas e fez os paulistas perderem várias minas. Por isso, eles partiram em busca de novas jazidas; em 1718 encontraram ricos campos auríferos em Mato Grosso.
Estas foram as principais conseqüências da Guerra dos Emboabas:


Criação de normas que regulamentam a distribuição de lavras entre emboabas e paulistas e a cobrança do quinto.
Criação da capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, ligada diretamente à Coroa, independente, portanto do governo do Rio de Janeiro (3 de novembro de 1709).
Elevação da vila de São Paulo à categoria de cidade
Pacificação da região das minas, com o estabelecimento do controle administrativo da metrópole.

unão iberica

D.Sebastião, o jovem príncipe português que ascendera ao trono com enormes expectativas, não houve o que não fizesse para arrecadar fundos para a sua aventura africana. Conseguira até uma bula pacau que o consagrava como cruzado para ir bater-se contra os mouros. O último dos cruzados, mal o sabia. Arrancou recursos de todos os lados, até concessões aos tão perseguidos judeus portugueses ele fez. Desbastou Portugal antes de lançar-se sobre as terras do crescente, apostando numa só cartada. Perdeu tudo num só dia, numa só batalha, a batalha de Alcácer-quibir, travada em quatro de agosto de 1578. O rei perdeu a vida, os judeus as isenções, e Portugal a independência. Sem ter deixado herdeiros, D. Sebastião legou um caos dinástico e, paradoxalmente, como veremos, a esperança. Quem assumiu o trono luso no seu lugar, foi seu tio e ex-tutor, o cardeal Henrique, homem já entrado em anos, que logo veio a falecer. Um pouco antes de ser colhido pela morte, o cardeal-rei instituíra um conselho de cinco governadores que, em seguida ao sepultamento de D. Henrique, assumiria transitoriamente o governo. Lá estava Portugal, sem timoneiro e sem rumo. A dinastia de Alves que reinava desde 1385, desaparecia vitimada pela irresponsável aventura de um jovem rei e pelas estioladas leis canônicas que impediam um padre de ter filhos (O cardeal-rei solicitou ao papa a dispensa do voto do celibato para poder casar-se e deixar um herdeiro dinástico para Portugal, mas o papa negou-o).
Os pretendentes
Com o fim dos Alves, de imediato dois partidos surgiram. O partido nacional, que tinha magra esperança de vir alcançar o trono, congregou-se ao lado de D. Antônio, o prior do Crato, que aos olhos de muitos se desqualificava por ser bastardo (o que, porém não o impediu de pegar em armas para reclamar a coroa de Portugal). Do outro lado, formou-se o partido castelhano, majoritário, que entendia ser bem melhor naquelas circunstâncias, entregar os louros a Felipe II da Espanha (filho de mãe portuguesa e neto de D. Manoel o Venturoso). Era desejo antigo dos reis espanhóis abocanharem Portugal. Eis que agora surgia aquela oportunidade. Felipe II não a deixou passar. Ele mesmo confessou que não poupou dinheiro - o seu emissário foi Cristóvão Moura - para vir a ser também rei de Portugal (Yo lo heredé, yo lo compré - yo lo conquisté, para quitar las dudas!). Dinheiro e armas! O Duque de Alba, fero comandante espanhol, invadira Portugal em nome de Felipe II, para bater o prior do Crato. Em Alcântara, em três de agosto de 1580, foi-se a última esperança de manter Portugal longe da mão do castelhano. D. Antônio, o prior do Crato, derrotado, refugiou-se no exterior, na Inglaterra da Rainha Isabel. O caminho estava livre para a triunfal chegada do futuro rei. Felipe II da Espanha iria se tornar Felipe I de Portugal.
O Juramento de Tomar
Devido ao rebate de peste em Lisboa, decidiu-se reunir os Estados Gerais (Nobreza, clero e povo) na cidade de Tomar, ao norte da capital, antiga sede a Ordem de Cristo (uma versão lusitana da Ordem dos Templários franceses). Felipe II, vindo da cidade fronteira de Badalos, aceitou perante aquela assembléia - aberta de 16 de abril até 23 de abril de 1581 - o princípio de um rei, duas coroas, jurando manter a autonomia administrativa e jurídica dos portugueses. Portugal seria governado por um vice-rei indicado por ele, Felipe II, mas os cargos públicos, no Reino e nas possessões ultramarinas, seriam preenchidos com gente da casa, por portugueses. O interesse maior do monarca não eram as rendas e tenaz de Portugal ou do seu império colonial, mas manter a tão querida integridade política da Península Ibérica. O que pareceu a maioria do português bem razoável. Assim é de se entender a entusiasmada recepção que os lisboetas fizeram a Felipe II quando ele, finalmente, desembarcou da galera imperial, nas proximidades do Paço de Lisboa, em 24 de abril de 1581. Para adoçar a festa, ordenou que previamente distribuíssem aos lisboetas uma generosa carga de farinha. Com isso não faltou mais ninguém a ser comprado.

O sebastianismo
Mesmo assim. Mesmo tendo agradado o povo, distribuindo-lhe a doce farinha, difundiu-se por Portugal inteiro aquilo que Oliveira Martins chamou de "a doença do sebastianismo", a curiosa crença, que se enraizaria por muito tempo na mente e na alma lusa, de que D. Sebastião, de fato, não morrera nas areias africanas. Ao contrário, estava vivo esperando apenas o momento de reaparecer e salvar Portugal das mãos dos castelhanos. Ele era "O Desejado" que a qualquer momento deixaria a situação de estar "Encoberto" e, saindo do seu esconderijo, empunharia a espada da independência dos portugueses. Enquanto outros povos europeus se modernizavam, tentando expandir as coisas da Renascença, os portugueses alinhavam-se com um messianismo que se perdia nos tempos bíblicos, nas profecias de Isaías e de Davi. O sebastianismo virou uma fé nacional, servindo para a exploração da crendice popular (quatro "encobertos" apareceram em lugares diferentes declarando-se ser o rei D. Sebastião). Tão forte era esse sentimento que o próprio Felipe II, antes de voltar à Espanha, tratou de remover, com toda pompa, em dezembro de 1581, os restos do indigitado príncipe de uma tumba no Marrocos para Belém em Lisboa. De nada serviu. Foi ainda pior. Que ossos do príncipe que nada, disseram! Aquilo tudo era falsidade do castelhano. O príncipe estava vivo, e bem vivo!
O Século de Ouro


Quando se consagrou a União Ibérica, a Espanha vivia um momento único de esplendor em sua história. Era a sua idade de ouro. Entre a descoberta e a decadência passou-se um pouco mais de um século (para George Ticknor, o historiador literário, de origem norte-americana que criou, em 1849, a expressão "Idade do Ouro" para as letras espanholas, esse período se estenderia de 1492 até 1665). A prata e o ouro mexicano e peruano, e as essências indianas, vindas da conquista das Américas e das rotas orientais, contribuíram para que a arte espanhola atingisse um nível extraordinário. Tal presença do sonante registrou-a ironicamente Francisco Quevedo, no poema Don Defere:
"Nasce em las Índias honradoDonde eu mundo lê acompanhaVerne a mor ir a EspanaY ES em Genoma enterrado; y pegues quedem lê tarai al ladoES ermos adunque sea federo, poderosos Caballero ES don Defiro”.
Palácio real como o Escoria, mandado erguer por Felipe II ao norte de Madri, espelhavam a solidez e a magnificência da estrutura arquitetônica da Espanha Imperial. Não era fanfarronice nem bravata a frase de Carlos V, pai de Felipe II, que disse ser seu império" um reino onde o sol nunca se punha". Com os edifícios e catedrais vieram os grandes pintores: Eu Graco, Reabra Velásquez, Zombaram Modelo, e tantos mais. Com o novo público urbano e cortesão surgiu a novela de Cervantes, a poesia de Calderón de Lá Barca, de Garcilaso de lá Vega, de Luís de Góngora, de Francisco Quevedo, e as comédias de Lopes de Veja, ao mesmo tempo em que a Espanha, em frêmitos, acompanhava os relatos sensacionais das conquistas feitas por Ponce de Leon, Eram Cortés ou de Berna Dais Del Castela. Maravilharam-se também pela detalhada narrativa sobre o mundo do reino andino, registrado por ninguém menos do que Garcilaso eu Inca, um mestiço, filho de uma princesa de Cuzco e de um conquistador ibérico. A gramática de Antônio Negreja (considerada a primeira de todas as línguas européias), por sua vez, fez do castelhano, um idioma universal, visto que, como ele mesmo disse "lá lingual foi compañera Del império". Todos os gêneros literários vieram a luz naquela época refulgente, o épico, o lírico, o dramático e o cômico, além de um produto tipicamente espanhol, a narrativa picaresca (Lazarillo de Tormes, uma novela anônima surgida no século XVI, provavelmente na década de 1540, praticamente inaugurou o gênero) e, claro, o imortal la Don Quixote de Mancha de Miguel de Cervantes, em 1605-1615. Ao lado dessa riqueza toda, também prosperou a literatura beata, dos monges, das freiras, dos místicos, dos alucinados de Deus. O fim da União Ibérica
Ao abraçar o mundo, a Espanha incorporou-se aos problemas do mundo. Felipe II, que morreu em 1598, estabelecera uma luta de vida e morte em três frentes externas. Na frente Mediterrânea enfrentou o Império turco otomano, o infiel muçulmano. Na frente Atlântica, o Reino da Inglaterra e a República Holandesa, refúgio da heresia protestante. Na frente do Novo Mundo, o paganismo e o fetichismo das civilizações e das nações indígenas. O soldado espanhol do tércio foi transformado em apóstolo, em defensor e vingador da fé, e em agente da conversão religiosa. Um fronte de lutas deste, espalhado por três continentes, distante milhares de quilômetros de Madri, em terras onde a paz nunca se punha, exauriu os recursos do tesouro real. Não havia metal precioso nem gente suficiente para dar conta daquilo tudo. O resultado foi à depauperação do reino. Corolário da decadência foi até a fraqueza pessoal dos outros dois Feles, o III e o IV, reis de fanaria, cuja atuação pífia possivelmente inspirou o Monólogo de Segismundo, de Calderón de la Barca, que dizia:
"Cena eu rey que ES rey,y vive com este engaño mandando,disponiendo y gobiernando.."
A conjugação de desastres
A isso, a estes "reis que sonhavam que eram reis", somou-se a desastrosa Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), para sugar os últimos recursos da dinastia Habsburgo (luz Aletrias, como os espanhóis os chamam). Os anos de 1640-1 foram particularmente fatídicos para a Espanha. No mês de março de 1640, a frota do rei foi batida pelos holandeses na batalha das Dunas. Em junho, aproveitando-se da debilidade de Madri, a Catalunha, liderada por Paul Calares, presidente da Generalitat, rebela-se e expulsa os ter cios castelhanos. No ano seguinte, em janeiro de 1641, os catalães batem o exército do rei em Montjuic. E, como pá de cal na Unidade Ibérica, em 1º de dezembro de 1640, deu-se a rebelião bem sucedida do Duque de Bragança em Portugal, apoiada de longe pelo Cardeal Richelieu da França. Proclamando-se Rei de Portugal como D. João IV, Portugal recuperara a autonomia pondo fim ao quem os historiadores românticos chamaram, com o seu reconhecido exagero, de "cativeiro", "noite longa", ou ainda de "submissão" ao castelhano. Durante 60 anos, de 1580 a 1640, Portugal estivera ligado à Espanha. E o Brasil Colonial também. A grandeza da Espanha, entrementes, fora-se para sempre. Francisco Quevedo registrou-a com tristeza no seu poema Mire los muros:"Mire los muros de la patria mia, si um tiempo flertes ya desmoronadosDe la Cabrera de la edad cansadosPor quedem caduca ya só valentia. (...) Vencida de la edad senti mi espaday no afile cosa em que poder los ojosque no feixe recordo de la moerei

ouro no brasil

O tão sonhado ouro por fim se acharia nos fins daquele século XVII. E era muito, muito ouro, opulentas minas. O mais provável é que o descobridor tenha sido um paulista, Antônio Rodrigues Arzão, que não pôde concluir seu feito por causa da animosidade dos índios que caçava. Bartolomeu Bueno de Siqueira assumiu, com as informações que recebeu, a busca pelo metal. Descobriu em 1694, nos arredores de Ituverava, jazidas cujas amostras de ouro foram levadas para o Rio de Janeiro, para apreciação do Governador, que tinha jurisdição sobre todas as descobertas.
Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas casas de fundição o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/br_ouro.htm
http://www.historiadobrasil.net/colonia/
Sans-culottes



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Quadro de um típico sans-culotte por Louis-Léopold Boilly.
Sans-Culottes (do francês "sem calção") era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam os elegantes culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho que a nobreza vestia, mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje da época usado pelos burgueses.
Os trajes de um típico sans-culotte era composto por:
· o pantalon (calças compridas) - em vez de culottes utilizada pelas classes mais alta
· o carmagnole (casaco curto)
· o barrete vermelho da liberdade
· sabots (sapatos de madeira).
A influência dos sans-culottes cessou a reação que foi seguida pela queda de Robespierre (julho de 1794).
O primeiro Calendário Republicano denominava os cinco dias complementares no fim do ano de Sans-culottides; entretanto, a Convenção Nacional suprimiu o nome quando adotou a constituição do ano III (1795) e substituiu pelo nome jours complémentaires (dias complementares em português).